
Centaurus A (NGC 5128)
Uma galáxia elíptica que engoliu uma espiral e ficou com uma cicatriz de poeira no meio. É uma das fontes de rádio mais intensas do céu e um alvo fácil para telescópios pequenos de março a agosto.
Galáxias são sistemas de bilhões de estrelas, gás e matéria escura. Da nossa própria Via Láctea às Nuvens de Magalhães, visíveis a olho nu no hemisfério sul, esta seção explica o que são, a que distância estão e como enxergá-las.
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Uma galáxia elíptica que engoliu uma espiral e ficou com uma cicatriz de poeira no meio. É uma das fontes de rádio mais intensas do céu e um alvo fácil para telescópios pequenos de março a agosto.

O objeto mais distante visível a olho nu: uma espiral com cerca de um trilhão de estrelas, a 2,5 milhões de anos-luz. Do Brasil ela fica baixa no horizonte norte, mais alta no Nordeste.

Uma das espirais barradas mais próximas e brilhantes, vista de frente como um cata-vento. Fica a cerca de 15 milhões de anos-luz e passa sobre a cabeça do Sul do Brasil nas noites de outono.

Uma espiral quase de perfil, salpicada de poeira, que forma estrelas em ritmo acelerado. Brilhante o bastante para binóculos, passa sobre a cabeça do Sudeste nas noites de primavera.

Um bojo luminoso cercado por um anel escuro de poeira, parecido com um chapéu mexicano. Fica a cerca de 28 a 30 milhões de anos-luz e é um alvo clássico de telescópios pequenos nas noites de outono.

Uma galáxia inteira que cabe no olhar: a maior satélite da Via Láctea aparece como uma nuvem esbranquiçada no céu austral, a cerca de 160 mil anos-luz, e abriga a Nebulosa da Tarântula.

A companheira menor da Grande Nuvem aparece como uma mancha pálida ao lado do aglomerado 47 Tucanae. Foi estudando suas estrelas variáveis que Henrietta Leavitt criou a régua das distâncias cósmicas.

A faixa esbranquiçada que cruza o céu em noites escuras é o disco da nossa própria galáxia, visto de dentro. O Brasil tem o centro dela quase sobre a cabeça nas noites de inverno.