
Alfa Centauri
Terceira estrela mais brilhante do céu e vizinha mais próxima do Sol, a 4,4 anos-luz. É um sistema triplo: duas estrelas parecidas com o Sol e a pequena Proxima, que abriga um planeta rochoso.
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Terceira estrela mais brilhante do céu e vizinha mais próxima do Sol, a 4,4 anos-luz. É um sistema triplo: duas estrelas parecidas com o Sol e a pequena Proxima, que abriga um planeta rochoso.
Supergigante vermelha que marca o coração do Escorpião, a cerca de 550 anos-luz e com 680 vezes o raio do Sol. Passa pelo zênite do Sul e do Sudeste do Brasil nas noites de inverno.

Supergigante vermelha de Órion, centenas de vezes maior que o Sol e candidata a supernova. Em 2019–2020 escureceu de forma dramática. Fácil de ver a olho nu no verão brasileiro.

Um dos aglomerados abertos mais bonitos do céu, com apenas cerca de 16 milhões de anos. Supergigantes azuis cercam uma estrela vermelha, criando o contraste que inspirou o nome dado por John Herschel.

Segunda estrela mais brilhante do céu, Canopus é uma gigante branco-amarelada a cerca de 310 anos-luz, dezenas de vezes maior que o Sol. Visível a olho nu de todo o Brasil nas noites de verão.

Pequena mas inconfundível, a constelação do Cão Maior abriga Sirius, a estrela mais brilhante da noite, e o aglomerado aberto M41. No verão ela cruza o céu quase sobre a cabeça de todo o Brasil.

A menor das 88 constelações é também a mais famosa do hemisfério sul. Está na bandeira do Brasil, aponta para o polo sul celeste e abriga o Saco de Carvão e a Caixa de Joias.
Você não precisa de telescópio para começar. Veja por que binóculos são o melhor primeiro passo, como escolher um telescópio pela abertura e não pelo aumento, e por que anúncios de "600x" são um sinal de alerta.

A supergigante vermelha Antares marca o coração de um escorpião que se estende por 500 graus quadrados de Via Láctea. Do Brasil ele passa quase a pino nas noites de inverno, cheio de aglomerados visíveis a olho nu.

O objeto mais distante visível a olho nu: uma espiral com cerca de um trilhão de estrelas, a 2,5 milhões de anos-luz. Do Brasil ela fica baixa no horizonte norte, mais alta no Nordeste.

Uma galáxia inteira que cabe no olhar: a maior satélite da Via Láctea aparece como uma nuvem esbranquiçada no céu austral, a cerca de 160 mil anos-luz, e abriga a Nebulosa da Tarântula.

Uma nebulosa tão luminosa que é visível a olho nu mesmo estando em outra galáxia, a Grande Nuvem de Magalhães. Abriga as estrelas mais massivas conhecidas e é um alvo privilegiado do céu austral.

Maior e mais brilhante que a Nebulosa de Órion, a Nebulosa de Carina é visível a olho nu como uma mancha na Via Láctea austral e guarda Eta Carinae, uma das estrelas mais massivas conhecidas.

A nebulosa mais brilhante do céu fica logo abaixo das Três Marias e aparece a olho nu como uma mancha difusa. É o berçário de estrelas mais próximo da Terra, a cerca de 1.500 anos-luz.

Do equador ao Chuí, o céu brasileiro mostra o Cruzeiro do Sul, as Nuvens de Magalhães e o centro da Via Láctea no alto, e ainda alcança Vega e Andrômeda. Entenda como a latitude muda o que você vê.

Uma bola de cerca de 10 milhões de estrelas velhas, visível a olho nu como uma estrela difusa no Centauro. Em telescópio pequeno se desfaz em um enxame de pontos, um dos espetáculos do céu austral.

A constelação mais fácil de reconhecer do céu de verão. As Três Marias marcam o cinturão do caçador, entre a supergigante vermelha Betelgeuse e a azul Rigel, e abaixo delas brilha a Nebulosa de Órion.

Uma boa noite de observação começa de dia. Veja como escolher a época certa, driblar a Lua e a estação chuvosa da sua região, montar uma lista de alvos realista e registrar o que viu.

Um punhado de estrelas azuis jovens a cerca de 440 anos-luz, visível a olho nu até da cidade. Para os Tupi-Guarani, as Plêiades (Eixu) marcavam o início do ano e das chuvas.

A estrela mais brilhante do céu noturno fica a apenas 8,6 anos-luz e esconde uma anã branca em órbita. Fácil de achar a olho nu em qualquer lugar do Brasil nas noites de verão.

A faixa esbranquiçada que cruza o céu em noites escuras é o disco da nossa própria galáxia, visto de dentro. O Brasil tem o centro dela quase sobre a cabeça nas noites de inverno.

Uma esfera de centenas de milhares de estrelas antigas junto à Pequena Nuvem de Magalhães. Só perde em brilho para Ômega Centauri, mas sua declinação de −72° o deixa muito baixo no Norte do Brasil.
Estrela azul quente a 139 anos-luz que gira tão depressa que seu equador é 50% mais largo que os polos. Marca o fim do rio Erídano e brilha alta no céu de primavera do Sul do Brasil.

A estrela mais brilhante do Cruzeiro do Sul é na verdade um sistema múltiplo de estrelas azuis quentes a cerca de 320 anos-luz. Um telescópio pequeno separa as duas principais.
Cerca de 80 estrelas a 1.600 anos-luz dispostas como uma borboleta de asas abertas, com a gigante alaranjada BM Scorpii em uma das pontas. Vizinho do M7, é um dos melhores alvos de binóculo do inverno brasileiro.
Uma mancha visível a olho nu no peito do Caranguejo, que Galileu foi o primeiro a resolver em estrelas. Cerca de mil estrelas a 600 anos-luz, com a mesma idade e o mesmo movimento das Híades.

Mancha brilhante a olho nu junto ao ferrão do Escorpião, descrita por Ptolomeu em 130 d.C. Cerca de 80 estrelas a quase mil anos-luz, espalhadas por mais de um grau de céu: um alvo perfeito para binóculo.
Gigante alaranjada a 67 anos-luz que marca o olho do Touro, em frente ao aglomerado das Híades. Fácil de achar a partir das Três Marias nas noites de verão em todo o Brasil.
A estrela mais brilhante do hemisfério norte celeste é uma gigante alaranjada a 37 anos-luz, velha e pobre em metais. Do Brasil, aparece ao norte nas noites de outono e inverno.

Pedaço do antigo navio Argo, Carina tem a segunda estrela mais brilhante do céu, Canopus, a monumental Nebulosa de Carina com a instável Eta Carinae e alguns dos melhores aglomerados para binóculos do céu austral.

Nona maior constelação do céu, o Centauro cerca o Cruzeiro do Sul e guarda Alfa Centauri, o sistema estelar mais próximo do Sol, Ômega Centauri, o maior aglomerado globular da Via Láctea, e a galáxia Centaurus A.

Uma galáxia elíptica que engoliu uma espiral e ficou com uma cicatriz de poeira no meio. É uma das fontes de rádio mais intensas do céu e um alvo fácil para telescópios pequenos de março a agosto.

Um cisne de asas abertas voando pela Via Láctea: Deneb na cauda, Albireo no bico e a Cruz do Norte no corpo. Do Brasil, a constelação aparece baixa no norte, no fim do inverno, e parte dela nem chega a nascer no Sul.
Um mapa celeste parece confuso até você entender três coisas: ele é lido de baixo para cima, as estrelas têm tamanhos que indicam brilho e as constelações são regiões com fronteiras oficiais. Depois disso, o céu abre.
O céu parece girar, muda com as estações e depende da sua latitude. Entenda o sistema de coordenadas que organiza tudo isso e aprenda a localizar o polo sul celeste, que não tem estrela polar.

Rigel é azulada, o Sol é amarelo, Betelgeuse é vermelha: a cor de uma estrela é um termômetro. Aprenda a ler as letras O B A F G K M e as classes de luminosidade que aparecem em todos os verbetes de estrelas.

Como os astrônomos sabem que Sirius está a 8,6 anos-luz e Andrômeda a 2,5 milhões? Conheça as unidades de distância e os métodos, da paralaxe às supernovas, que sustentam todos os números do site.

Sexta maior constelação do céu, Erídano serpenteia por mais de 50° entre o pé de Órion e a estrela Achernar. É discreto, mas guarda estrelas próximas famosas e galáxias bonitas para telescópios.

Estrela branca a 25 anos-luz, jovem e cercada por anéis de poeira que o Hubble e o Webb fotografaram. Isolada no céu de primavera, passa pelo zênite do Sul do Brasil.

Uma das espirais barradas mais próximas e brilhantes, vista de frente como um cata-vento. Fica a cerca de 15 milhões de anos-luz e passa sobre a cabeça do Sul do Brasil nas noites de outono.

Uma espiral quase de perfil, salpicada de poeira, que forma estrelas em ritmo acelerado. Brilhante o bastante para binóculos, passa sobre a cabeça do Sudeste nas noites de primavera.

Um bojo luminoso cercado por um anel escuro de poeira, parecido com um chapéu mexicano. Fica a cerca de 28 a 30 milhões de anos-luz e é um alvo clássico de telescópios pequenos nas noites de outono.

Duas estrelas brilhantes lado a lado, Castor e Pollux, dão nome a esta constelação zodiacal. Ela acompanha Órion pelo céu de verão e guarda o aglomerado M35, um belo alvo para binóculos.

O aglomerado aberto mais próximo do Sol, a cerca de 150 anos-luz, desenha o V da cabeça do Touro. Aldebaran parece pertencer ao grupo, mas está a menos da metade da distância.

Um ponto de interrogação invertido, a Foice, desenha a cabeça do leão do zodíaco, com Regulus no coração e Denebola na cauda. É a constelação do outono brasileiro e um campo de galáxias para telescópios pequenos.

Minúscula mas cheia de atrativos, Lira tem Vega, a quinta estrela mais brilhante do céu, e a Nebulosa do Anel. Do Brasil ela aparece baixa no norte nas noites de inverno, mais alta quanto mais ao norte você estiver.

A escala que os astrônomos usam para medir brilho é invertida e logarítmica: quanto menor o número, mais brilhante o astro. Saiba ler os valores que aparecem em todos os verbetes do site.

Uma das poucas nebulosas visíveis a olho nu, a Lagoa é uma nuvem de gás brilhante cortada por uma faixa escura, com um aglomerado jovem dentro. Passa quase sobre a cabeça no Brasil nas noites de inverno.

Um anel de gás brilhante expelido por uma estrela moribunda, visto quase de frente. É o exemplo clássico de nebulosa planetária e um alvo fácil para telescópios pequenos nas noites de inverno.

A nebulosa planetária mais próxima da Terra aparece quase tão larga quanto meia Lua cheia, mas tão tênue que exige céu escuro e filtro. Passa alta sobre todo o Brasil nas noites de primavera.

Três faixas escuras de poeira dividem esta nuvem brilhante de Sagitário em lobos, dando-lhe o nome. Fica ao lado da Lagoa e cabe com ela no campo de um binóculo nas noites de inverno.

A companheira menor da Grande Nuvem aparece como uma mancha pálida ao lado do aglomerado 47 Tucanae. Foi estudando suas estrelas variáveis que Henrietta Leavitt criou a régua das distâncias cósmicas.

Mais de 80% da humanidade vive sob céus poluídos pela luz artificial, e no Brasil a proporção passa de 90%. Entenda o que isso apaga, como classificar o seu céu de 1 a 9 e o que fazer a respeito.
A estrela mais brilhante de Órion é uma supergigante azul a cerca de 860 anos-luz, com mais de cem mil vezes a luminosidade do Sol. Passa perto do zênite no Nordeste nas noites de verão.
Uma mancha negra encravada na Via Láctea, bem ao lado do Cruzeiro do Sul. Não brilha: é uma nuvem de poeira a 600 anos-luz que bloqueia a luz das estrelas atrás dela. Só se vê a olho nu, em céu escuro.

Na direção do Sagitário fica o centro da Via Láctea, e por isso nenhuma constelação concentra tantos aglomerados e nebulosas visíveis em binóculos. Suas estrelas formam o asterismo do Bule de Chá, alto no céu de inverno do Brasil.

Um V de estrelas com a alaranjada Aldebaran na ponta forma a cabeça do Touro, e sobre o ombro dele brilham as Plêiades, o aglomerado mais famoso do céu. É a constelação zodiacal do verão brasileiro, vizinha de Órion.

Suas estrelas são fracas, mas o Tucano guarda dois dos maiores espetáculos do céu austral: o aglomerado globular 47 Tucanae e a Pequena Nuvem de Magalhães, ambos visíveis a olho nu em céu escuro.

Estrela branca a 25 anos-luz que serviu de padrão para a escala de brilho. Gira tão rápido que é achatada e tem um grande disco de poeira. Do Brasil, aparece baixa no norte nas noites de inverno.

Enorme e discreta, Virgem tem uma única estrela muito brilhante, Spica, mas esconde o aglomerado de galáxias mais próximo da Via Láctea. É o céu de outono por excelência para quem tem um telescópio.
O filtro de equipamento mostra o mínimo indicado para cada objeto e os níveis acima. A época refere-se ao início da noite no Brasil; objetos circumpolares no Sul aparecem em todas as estações.